Concepção mítica do mundo:
O mito é a narração sobre os deuses que explica a manifestação da vida. Homero e Hesíodo passaram-nos a escrito no século VIII a.C. Os deuses são demasiado semelhantes ao homem.
Filosofia: capacidade de se surpreender.
FILÓSOFOS DA NATUREZA:
Procuram o elemento primordial responsável pelas transformações na Natureza, procura de leis naturais eternas.
.Tales, de Mileto, 624-556 a.C. a água é a origem de todas as coisas (vida), está no gelo, água, vapor.
.Anaximandro, de Mileto, 610-547 a.C: o infinito, para além do finito.
.Anaxímenes, Mileto, 570-526 a.C: o ar é o elemento primordial, origina a terra, a água, o fogo.
.Parménides, Eleia, 540-480 a.C: o que existe, existiu sempre. Uma coisa só se pode transformar naquilo que já é (nada se pode transformar). Os sentidos dão uma imagem falsa do mundo, o que importa é a razão.
.Heraclito, Éfeso, 540-480 a.C: tudo flui, movimento eterno. O mundo é feito de contrários. Deus (razão) é a origem de tudo, a lei universal. Confia nas impressões dos sentidos.
.Empédocles, Agrigento, 494-434 a.C: não aceita o elemento primordial, defende quatro: terra, ar, fogo, água, as suas combinações originam as transformações da Natureza. Distingue elementos e forças da Natureza.
.Anaxágoras, 500-428 a.C: a Natureza é composta por ínfimas partículas que não podem ser apreendidas pelos olhos. O espírito ou razão é a força que produz a ordem criadora. Atreve-se a dizer que o Sol não é um deus e sim uma massa incandescente.
material. A alma está ligada ao cérebro, decompõe-se com a morte, o homem não tem alma imortal.
FILOSOFIA EM ATENAS:
Sofistas: sábios, críticos dos mitos, cepticismo.
.Protágoras, Abdera, 487-420 a.C: o homem é a medida de todas as coisas, subjectivismo. É agnóstico (não pode afirmar com segurança se deus existe ou não).
.Sócrates, Atenas, 470-399 a.C: diálogo (chegar à verdade), ironia socrática (“só sei que nada sei”), racionalista, convicção na razão humana. O saber leva ao bem (razão).
.Platão, Atenas, 428-347 a.C. mundo sensível consome-se mas tudo tem uma forma intemporal, eterna e imutável, modelos espirituais e abstractos, as ideias (mundo das ideias), arquétipos (modelos). O mundo sensível é imperfeito. O mundo das ideias é eterno, a razão. A alma é imortal é a sede da razão. Alegoria da caverna: o filósofo é o pedagogo que ensina o novo mundo.
.Aristóteles, Atenas, 384-322 a.C. o máximo da realidade é o que sentimos, a alma é o reflexo dos sentidos, a realidade é a união da forma e matéria. Na Natureza Deus é o 1º motor, divide a Natureza em coisas inanimadas e coisas animadas: reino vegetal e seres animados (animais e homens).