Formação do império romano:
Roma fica na península Itálica, ao pé do rio Tibre, foi fundada em 753 a.C. por Rómulo e Remo. Derivam dos Etruscos.
A princípio eram apenas simples e pobres pastores e camponeses, dominavam um pequeno território. Com a expansão ficou a capital de um império.
VI e III a.C., submeteram-se povos vizinhos de Roma e depois os restantes povos de Itália.
Mediterrâneo ocidental:
III e II, guerra com Cartago, e conquistaram com isso a Sicília, Córsega, Sardenha, Norte de África, e a costa mediterrânea da Hispânia.
Mediterrâneo oriental:
II e I, Macedónia, e território da Grécia, Ásia menor e Síria.
Europa e próximo Oriente:
Entre II e I, Hispânia, terras até aos rios Reno e Danúbio, a Britânia e o próximo Oriente até ao rio Eufrates.
Motivos da expansão:
Segurança: nos primeiros tempos tinham medo dos povos vizinhos, depois passaram a dominá-los.
Económicas e sociais: as conquistas davam-lhes riquezas (saques, terras, escravos, matérias-primas) mercados onde transitavam produto, criaram novos cargos e negócios.
Honra e glória: muitos dirigentes ambiciosos queriam ligar o seu às conquistas.
NOTA: para a conquistar e conservar o império, os romanos contaram com um exército poderoso que tinha de base a legião.
Domínio:
Os legionários: treino militar, a organização e a disciplina eram rigorosas.
Técnicas: tartaruga (num campo aberto coma protecção dos escudos) e as catapultas (para lançar pedras para dentro das muralhas).
Instrumentos de integração
Os romanos no seu império tinham povos muito diferentes, (culturas) mas sempre tentaram transmitir a civilização aos povos mais bárbaros.
Por isso criaram estes meios:
- Divulgar o latim
- Construção de muitas estradas - que ligam todos os povos do império a Roma
- Estabelecimento de administração
- Construção de obras públicas - circos, termas, teatros, aquedutos, difusão da legislação, literatura, ciências e técnicas
Pode-se dizer que estas civilizações foram romanizadas (romanização)
A progressiva adaptação das populações:
A romanização foi lenta.
Variou de região para região, os povos mais atrasados foram influenciados pelos romanos (ocidente), o oriente era mais evoluído, aí notou-se a civilização grega.
Os romanos ajudaram-nos a evoluir (estradas, pontes, edifícios públicos, templos e aquedutos)
Os homens livres de Roma eram todos cidadãos.
Em 212 a.C., o imperador Caracala concedeu direito a todos os homens livres do império, o direito da cidadania, podiam gozar de toda a protecção e participar em pleno da vida pública (voto, cargos políticos)
· Economia e as suas transformações
Ao princípio os romanos viviam da agricultura e da pastorícia. (economia urbano)
Mas, as conquistas vieram a alterar profundamente a vida das populações. Com efeito muitas riquezas de todo o império afluíram Roma. Exploraram a agricultura em vastas propriedades, através dos escravos, desenvolveu-se as indústrias (construção, metalurgia, cerâmica e conservas de peixe) os minérios.
Ao longo do império animaram-se as rotas comerciais. O mediterrâneo foi um facto muito importante para o império romano porque como eles conquistaram tudo á sua volta e podiam criar novas rotas.
Uso regular da moeda nas compras e vendas. (economia monetária/mercantil)
· Organização da sociedade romana
Nos séculos I e II d.C., a sociedade imperial passou a estar organizada em estratos superiores e estratos inferiores:
- Os estratos superiores eram constituídos pela ordem senatorial: os senadores ocupavam os principais cargos da administração porque tinham grandes fortunas; os cavaleiros possuíam cargo de administração do império, ao comércio e aos negócios. Pela ordem dos decuriões (burguesia municipal) que dirigiam a vida económica e política das cidades.
- Os estratos inferiores eram formados pelos camponeses, pequenos proprietários e assalariados (a plebe rural, que constituía a maioria da população) e pelos artesãos, comerciantes e outros trabalhadores (a plebe urbana).
Os escravos eram o “motor” da economia. Os escravos se cumprissem bem o seu serviço podiam-se tornar libertos.
· República romana
Roma, de inicio, era governada por reis (monarquia). Em sua substituição instalou-se um novo regime - a republica, que vigorou até 27 a.C.
Com a instauração da república, o poder – que estava concentrado no rei - foi partilhado com vários magistrados.
As actividades dos magistrados eram controladas por duas assembleias políticas – o senado (formado por antigos magistrados, que era o órgão politico mais importante da republica) e os comícios (assembleias dos cidadãos romanos, que elegiam os magistrados).
Mas as gestões de um império tão vasto tornaram as instituições republicanas ineficazes. Por isso, foi Octávio Augusto.
Comícios das centurias:
Censores (2) - recenseamento, vigiar costumes, vigiar comportamento.
Cônsules (2) – comandar exército, dirigir politica geral da república e governar províncias.
Pretores (2_16) – administravam a justiça (juízes)
comícios das tribos:
Edis (2) – abastecimento, policiamento, limpeza, manutenção dos edifícios públicos, divertimento no coliseu/hipódromo.
Questores (8) – administravam as receitas e despesas do Estado
Poderes do imperador:
•politicos: direcçao da politica externa; controlo da administraçao.
•militares: comando do exercito; direcçao das provincias imperiais
•financeiros: controlo do tesouro financeiro
•religiao oficial (supremo sacerdote)
As instituições tradicionais – senado, comícios, magistraturas – continuaram a existir, as com menos poderes porque passaram a ser controladas pelo imperador. império romano durou de 27 a.C. até 476 d.C.
Com o novo regime, os poderes concentraram-se no imperador.
Glossário:
Sestércios e denários – moeda romana
Domus - casa dos ricos
Peristilo – galeria com colunas
Triclínio – sala de jantar dos ricos
Plebe – povo romano
Ínsula (ilha) – blocos de apartamento da plebe
Villa – casa rural ou quinta
Fórum – praça pública
Ordem senatorial – italianos, das famílias dos patrícios, são a nobreza (nobilitas), com direitos de nascimento, ocupam os cargos mais altos do estado (senador, cônsule, juiz)
Ordem equestre – ou cavaleiros, de todas as províncias do império, comerciantes e administradores, enriquecem com os contratos com o estado e pelo êxito pessoal.
Ordem dos decuriões – pequenos comerciantes, com importância nas cidades de origem (burguesia municipal).
Plebe rural e urbana – homens livres, assalariados e artesãos, colonos.
Libertos – antigos escravos
Escravos-objectos
Republica – rés públicas (coisa publica), o estado
Magistrados – funcionários, detentores de cargos políticos
Partidos políticos – (populares – plebe e optimates – patrícios
Ditador – poder total sobre a cidade num período de seis meses a um ano, em caso de crise/guerra.
Pontifex Maximus - sacerdote máximo, responsável pelos cultos e pelos templos.